Livro sobre Casas Sagradas lançado em Oé-Cusse

Livro sobre Casas Sagradas lançado em Oé-Cusse

Foi lançado esta sexta feira, dia 16 de agosto de 2019, pela Secretaria de Estado da Arte e Cultura e pela Comissão Nacional de Timor-Leste para UNESCO (CNTLU), o livro “Relatóriu final kona-ba rezultadu peskisa patrimínu kulturál Uma-Lulik iha Marobo Munisipiu Bobonaro no Rejiaun Espesiál Oecusse”. O local escolhido foi o Suco Lifau (Tula Ika), em Oé-Cusse, e a anfitriã da cerimónia, em representação do Presidente Interino da Autoridade da RAEOA – ZEESM TL, Arsénio Bano, foi a Secretária Regional do Turismo Comunitário, Inácia Teixeira.

O lançamento, que contou com uma pequena cerimónia religiosa e momentos de animação musical e dança, teve a presença do Secretário de Estado da Arte e Cultura, S.E. Teófilo Caldas, do Diretor-Geral do Arquivo Nacional, Horácio Marques, da Secretária Executiva da CNTLU, Cedelizia Santos, e do Secretário Regional da Administração, Francisco Marques, entre outras personalidades, incluindo liurais, gestores e chefias locais. 

Na apresentação da obra, em tétum, que estuda as casas sagradas, a sua importância para a identidade e história locais, o seu estado e a urgência de preservação, foram feitos diversos agradecimentos, incluindo ao primeiro presidente da RAEOA – ZEESM TL, S.E. Mari Alkatiri. 

O Secretário de Estado da Arte e Cultura, S.E. Teófilo Caldas, louvou o estudo e todo o investimento feito na promoção da Educação e da Cultura, lembrando que é missão dos atuais dirigentes garantir que as próximas gerações conhecem a História e a Cultura do seu País, porque também disso dependem a economia e o desenvolvimento nacional. No caso concreto das Uma-Lulik, o governante anunciou que o próximo Orçamento do Estado deverá prever uma verba de 2 Milhões de dólares para apoiar, de 2020 a 2023, a reconstrução de cerca de 500 destes edifícios em Timor-Leste. 

A Secretária Regional de Turismo Comunitário elogiou a pesquisa, agora disponível em forma de livro, e a valorização do património material e imaterial que são as Uma-Lulik, esperando que esta pesquisa possa ser um documento vivo para a próxima geração entender suas raízes e ajudar preservar e salvaguardar as Uma Lulik no futuro. “Esta informação pode ser usada ​​para promover o turismo cultural na RAEOA”, concluiu a Secretária Regional.