Agricultura, Florestas e Pescas

Agricultura, Florestas e Pescas

O foco imediato da ZEESM TL é o aumento do desempenho nutricional da agricultura e das pescas a passo do desenvolvimento dum rendimento sustentável proveniente de gado e de florestas que possa expandir-se em matéria de comércio.

A agricultura é presentemente a principal fonte de rendimento e de trabalho da maioria dos homens e de mulheres de Oé-Cusse. Um relatório do Banco Mundial revelou que 78% da população trabalha com agropecuária e 91% da população é proprietária ou arrendatária de terrenos para agropecuária. Estes valores são muito mais altos do que no resto de Timor-Leste, onde apenas 16% o fazem.

Autoinvestimento

Os verdadeiros peritos no fornecimento de alimentação à população de Oé-Cusse são os agricultores de Oé-Cusse. Oiçam as suas opiniões neste vídeo. É fundamental permitir-lhes a capacidade em investirem neles próprios de modo a obterem um fornecimento sustentável de alimentos enquanto característica permanente do sector agrícola. Tem-se registado um sucesso considerável neste aspeto. Grupos de poupança, os quais se apoiam no já bem conhecido espírito de solidariedade das aldeias de Oé-Cusse, começaram a ser uma fonte financeira para investimento. Um exemplo regista-se em Nibin, que não só regista um fundo de poupança comunitário superior a US$ 45.000 como, em comum com a maior parte dos grupos, fornece alimentação às escolas. Estes fundos aumentam os níveis de rendimento e circulam dinheiro nas áreas rurais – cerca de meio milhão de dólares encontra-se presentemente em circulação nas áreas rurais devido a estes grupos – permitindo o aumento previsível do rendimento básico das famílias.

Agricultura

Existem poucas terras para cultivo em Oé-Cusse. Existem apenas 18.200 hectares de terras agrícolas em Oé-Cusse. Esta terra encontra-se dividida em minifúndios, os quais são relativamente isolados entre si. A terra é sobretudo detida em regime de minifúndio pelas famílias e também de modo complexo e interligado pelas respetivas comunidades. A maior parte da agricultura é de subsistência e não com intuito comercial. Os principais produtos agrícolas são fruta, vegetais, arroz, mandioca e milho. O trabalho é feito com base em métodos e equipamentos básicos, tais como a utilização de queimadas. Trabalho físico árduo é a base do fornecimento alimentar em Oé-Cusse. Apenas um hectare de produção vegetal – geralmente realizada por mulheres – pode requerer 364 dias de trabalho, enquanto que melhorar um arrozal pode exigir 244 dias de labuta.

Em resposta à insegurança alimentar, a ZEESM TL começou a melhorar a irrigação, sobretudo ao redor do rio Tono, o qual é o maior rio e que atravessa Oé-Cusse ao meio. Ainda que Oé-Cusse seja conhecida pela abundância de água, na estação seca a pluviosidade pode ser apenas de um milímetro, pelo que os agricultores que não se encontrem próximos de irrigação ou rios podem ser sujeitos a limitações no acesso à água. O acesso a uma fonte de água nos canais que seja fiável aumentará a segurança alimentar. O acesso à água também diminuirá o trabalho necessário diariamente pois um agricultor é capaz de passar até 4 horas por dia recolhendo água devido às suas necessidades domésticas e agropecuárias.

Um plano integrado de gestão agrícola encontra-se em curso, o qual enfatiza o cultivo de diversos tipos de vegetais, bem como de peixe e fruta nas mesmas áreas. Têm sido promovidas novas variedades e tipos de produtos agrícolas com elevado conteúdo nutricional, tais como amendoins. Tradicionalmente, as mulheres estavam encarregues em providenciar alimentação em situação de escassez, pelo que melhorias nesta área terão um impacto positivo no aumento da igualdade económica de género.

Estas medidas melhoraram o rendimento nutricional de cada área cultivada. O centro na aldeia de Naimeco, por exemplo, ganhou um prémio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento pelo seu trabalho desenvolvido durante um campo de negócios sociais, organizado em 2016 em Díli.

O Secretário da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Regio da Cruz Salu, supervisiona 23 centros hortícolas que produzem vegetais, aumenta a diversidade e determina a construção de tanques de peixes. São empregues ativamente métodos orgânicos. Os químicos locais disponíveis nos mercados não respeitam o ambiente em Oé-Cusse e danificam a terra, diminuindo a sua fertilidade. Estrume de vaca e outros métodos disponíveis gratuitamente são mais económicos e sustentáveis. Os alimentos produzidos têm também mais nutrientes, um resultado importantíssimo para uma região que tem pouca terra agrícola.

Pescas

Enquanto que a pesca é culturalmente interdita a uma pequena percentagem da população de Oé-Cusse, consiste num recurso sub-explorado no qual a ZEESM TL deseja investir. A quantidade e tipo de peixe disponível depende da respetiva estação.  Sempre que possível, existe peixe em tanques de água fresca, construídos em quintas familiares.

Floresta

A ZEESM TL reconhece que é necessário reparar as zonas florestais antes de iniciar a sua exploração comercial. Enquanto que algumas áreas permanecem intactas, registam-se perdas significativas comparando com o património florestal historicamente registado em Oé-Cusse. É fundamental que este trabalho seja feito de maneira a aumentar a capacidade dos agricultores em sustentarem-se e não apenas como uma mera remoção de rendimento. Por esta razão, agora o foco é a melhoria dos métodos agrícolas, deixando as queimadas para trás e adotando métodos que aumentem o rendimento por área. Isto pode ser alcançado através de produtos com elevado conteúdo nutricional. Por outro lado, elevadas crenças culturais na necessidade de reservar terra são utilizadas como base para a constituição de reservas. Milhares de árvores foram replantadas e uma área foi reservada para a constituição dum futuro parque. Para ler mais sobre o parque, veja o nosso trabalho na secção sobre ambiente.

 Gado

O gado na região é composto sobretudo por cabras, ovelhas, galinhas, vacas, búfalos e porcos. A maior parte do gado não tem intuito comercial, sendo detido como forma de poupança dos agregados familiares e morto para consumo pessoal, vendido em caso de necessidade ou usado para celebrações de cariz social ou cultural. É necessário cumprir padrões internacionais antes de pensar em exportação, pelo que foram ministradas vacinas ao gado com esse objetivo. Esta medida traz benefícios ao gado a curto prazo mas também lança as bases para uma futura indústria de exportação.

Estrutura do Departamento da Agricultura

Existem cinco secções diferentes no âmbito do Secretariado da Agricultura:  Pescas, Gado, Florestas, Extensão e Agricultura Básica Familiar. Extensão consiste no envio de profissionais para o terreno para prestarem apoio, enquanto que a agricultura básica familiar providencia apoio aos grupos comunitários com melhorias básicas tais como tratores para cavarem a terra, seleção de sementes, etc.

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