Povos de Oé-Cusse

Povos de Oé-Cusse

“Oé-Cusse … demonstra elevados níveis de confiança e de coesão social que poderiam servir como base para tratar doutros problemas.”

Os povos de Oé-Cusse foram sempre virados para o exterior desde o início da história de Timor-Leste, conforme os respetivos registos históricos. Crendo-se que foi visitado por comerciantes Chineses desde o século treze, foi a localização da primeira capital Portuguesa na ilha entre 1515 e 1775. Depois de 1775, continuou a ser um porto importante, recebendo comerciantes Holandeses, Ingleses, Indianos, Portugueses, Indonésios e Chineses para exportação de sândalo e café. Hoje, o nosso ferry, as estradas e o aeroporto em expansão prosseguem a nossa tradição.

Línguas

Falam-se várias línguas em Oé-Cusse conforme a localização e o domínio. A maior parte das pessoas fala a língua local, Lais Meto (Baiqueno). O Tétum é falado fluentemente pela maioria mas apenas empregue quando outros que não falam Lais Meto (Baiqueno) entram na conversação. Igualmente, as línguas internacionais que são o Português e o Bahasa são faladas com alguma independência pela maioria, enquanto que o Inglês é um recém-chegado ativo.  Algumas vezes, as reuniões de negócios podem ser conduzidas em Inglês para incluir cidadãos estrangeiros, mas poucos falam Inglês fora de Pante Macassar.

Áreas Sagradas

Os povos de Oé-Cusse são profundamente espirituais, prestando homenagem aos seus antepassados e à terra enquanto membros constantes e vitais das suas comunidades. É bastante comum em Oé-Cusse a ideia duma área ou dum ritual cultural ser sagrado. Existem muitos lulik’s, ou áreas sagradas, que podem ser cemitérios, áreas não usadas para cultivo, quedas de água e áreas reservadas para atividades espirituais. À semelhança de igrejas ou templos, o seu significado e a sua forma que prestar homenagem é individual para cada tipo. Isto pode ser óbvio para os locais mas desconhecido dos forasteiros. Os ambientalistas notaram que, em muitos casos, estas áreas e tabus sagrados preservam recursos naturais vitais, tais como água e floresta regenerativa. A nossa reserva florestal é uma dessas áreas.

Demografia e Diferenças

Vivem mais de 70.000 Timorenses em Oé-Cusse, a maioria, 12.000 vivem em Pante Macassar.  Existe uma comunidade de expatriados vibrante, com mais de 2.000 estrangeiros a viverem na área, incluindo Portugueses, Indonésios, Chineses e Irlandeses.  Existem diferentes tradições para explorar em diferentes partes de Oe-Cusse, os tais, tabus alimentares e a forma das casas sagradas difere entre áreas montanhosas e a costa.

Sociedade

Qualquer pessoa que tenha visitado Oé-Cusse nota imediatamente que este é um local seguro, tal como demonstrado pelos números que ilustram uma extremamente baixa taxa de criminalidade.  A confiança social baseia-se em profundas relações familiares, cuja proteção se estende aos visitantes.  Num relatório recente, 96% da população de Oé-Cusse confiaria num vizinho para levar dinheiro até a um familiar em Díli em caso de emergência.  Eventos comunitários tais como festivais, serviços religiosos, Católicos e tradicionais, são bastantes participados. Parceiros internacionais notaram que a comunidade responde bem quando requisitada para projetos de construção, com partes das estradas acidentadas a serem reparadas antecipadamente assim que necessário.

Não somos os únicos a apreciar a cultura e os sucessos alcançados pelos povos de Oé-Cusse. Em 2016, as equipas de música e tais de Oé-Cusse conquistaram respetivamente o primeiro e o segundo lugares num festival cultural nacional de Timor-Leste.